• O Antagônico

O DEM e o Demo. O Hélio Leite e a Viúva Porcina, A que Foi Sem Nunca Ter Sido



Diz um adágio popular que a esperteza, quando é muito grande, engole o esperto. A máxima, ao que parece, se aplica ao deputado federal Hélio Leite, figura com larga rodagem política e que caiu no conto do vigário, ou, melhor dizendo, no conto do Barbalho. Depois de noivar, comprar as alianças e com a promessa segura de um dote, (leia-se a Seel, Secretaria Estadual de Esporte e Lazer), Hélio foi abandonado no altar por Helder Barbalho.


O noivado ia bem, com igreja e casamento marcado, lista de convidados e tudo que manda o figurino. Até que o governador percebeu que estava comprando gato por lebre, uma vez que o deputado jamais conseguiria cumprir a sua parte no acordo nupcial: entregar o DEM de porteira fechada para Helder, aniquilando boa parte da oposição ao seu governo. O que se diz é que Hélio, ao negociar a alma com o diabo, achou que era o rabo que abanava o cachorro, e não o contrário. Deu no que deu. Leite se junta agora aos, digamos, preteridos do clã Barbalho, passando de protagonista a mero figurante, com direito ao título de Viúva Porcina, a imortal personagem de Dias Gomes, a que foi sem nunca ter sido. Sobrou para o Junhão, ex-prefeito de Ourém, que, com a articulação de Leite, já era dado como certo no comando da SEEL. Só faltou combinar com os russos.


É preciso voltar no tempo para entender um pouco essa história. Político experiente, prefeito de Castanhal por duas vezes, não deveria se surpreender com a escusa do governador, uma vez que um escorpião conhece o outro, e Leite não é um novato na arte da traição política, artimanha que conhece e domina muito bem. O exemplo não vai muito longe. Quando começou a flertar com Helder Barbalho, o deputado só olhou para o próprio umbigo, julgando ser ele a personificação do DEM e vice versa.


Como um rolo compressor, Hélio, que é presidente do diretório do DEM no Pará, mordeu a mão de Márcio Miranda, não se preocupou com seus aliados, ignorou o partido e sua base e, acintosamente, fez cara de paisagem para os deputados estaduais Eliel Faustino e Heloisa Guimarães, a tropa de choque contra Barbalho na Alepa. Iludido com o canto da sereia, Leite também ignorou solenemente o deputado federal do DEM, Olival Marques, que recentemente teve familiares escorraçados do Palácio, inclusive a mãe do parlamentar, exonerada porque não aceitou as ordens de Barbalho para apoiar a campanha de Edmilson Rodrigues à prefeitura de Belém. Isso sem falar de candidatos a prefeitos que travaram batalhas severas com Barbalhistas, em vários municípios paraenses, e que hoje sofrem perseguição sistemática da tropa do governo.


Com toda essa explanação, só Hélio não percebeu o que estava na cara e saltava aos olhos: a junção de DEM com o “DEMO” não daria Rock. Nem Samba. Muito pelo contrário. Deu Choro. E uma nuvem de lágrimas.

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