• O Antagônico

O ex-presidente do Leão. O Juiz do Papão e a Prisão por Pensão

Atualizado: Jan 21


A Polícia Civil do Pará prendeu na manhã desta terça-feira, 20, o empresário Pedro Minowa, ex-presidente do Clube do Remo, biênio 2015/16. Ele foi preso pelo não pagamento de pensão alimentícia, dívida que já ultrapassava a cifra de R$ 100 mil. Quem decretou a prisão foi o juiz José Torquato de Araújo Alencar, reconhecidamente um apaixonado torcedor do papão. Mas, verdade seja dita, a paixão pelo time da Curuzu não compromete a decisão.


Fundamentando a decretação da prisão Torquato frisou que a justificativa apresentada pelo executado não seria hábil para afastar a obrigação alimentar, pois não conseguiu demonstrar a sua situação de penúria. Diga-se de passagem, o juiz já havia decretado a prisão do ex-dirigente azulino em maio de 2015, pelos mesmos motivos, ocasião em que Minowa efetuou o pagamento do débito alimentar antes da efetivação da prisão.

Pedro Minowa, conhecido como “Anjo do Oriente”, entrou na história do Remo por ter sido o primeiro presidente eleito de forma direta por meio dos votos dos associados no final de 2014. Os primeiros meses de sua gestão foram com dificuldades: sofreu ameaças de impeachment, principalmente, com acusações de falta de transparência na venda ao Cruzeiro da principal joia do time na época, o atacante Rony, hoje destaque do Palmeiras, e supostos problemas na prestação das contas do clube. Pressionado e com as saídas do vice-presidente Henrique Custódio e do diretor de futebol Cláudio Bernardo, Pedro Minowa se afastou da presidência em junho de 2015 alegando problemas de saúde. O Leão passou a ser presidido interinamente por Manoel Ribeiro, presidente do Conselho Deliberativo. Minowa renunciou ao cargo em novembro daquele ano.

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