• O Antagônico

O Governador e o Procurador. O Diário do Pará, Marneide Merabet e a Perseguição



Bastou o Ministério Público Eleitoral pedir a cassação de Helder Barbalho e de seu vice, atraindo os holofotes da mídia nacional, para o Diário do Pará voltar a carga de denúncias contra o procurador geral do Ministério Público, Gilberto Valente. Na edição deste domingo, o informativo do governador afirma que Gilberto é alvo de mais uma denúncia ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o órgão que fiscaliza a atuação de todos os procuradores e promotores do País. A acusação, diz O Diário, é de abuso de poder, improbidade administrativa e infração funcional. Gilberto teria ajudado a fabricar provas contra a desembargadora aposentada Marneide Merabet, em uma acusação de suposta venda de decisão judicial.


Em nota enviada a O Antagônico, o Procurador Geral de Justiça, Gilberto Valente Martins, declarou o que se segue : “A reclamação é apenas mais um ato da tentativa de assassinato da reputação do reclamado, executada com a disseminação de fake news e a prática de assédio processual, patrocinada por um poderoso grupo político-econômico paraense, e terceiros interpostos, que foram objeto da legítima atuação institucional da Procuradoria-Geral de Justiça do MPPA no combate à corrupção durante a pandemia da COVID-19."


O modus operandi é sempre o mesmo, prossegue o procurador, "em primeiro lugar, o jornal Diário do Pará dissemina fake news, ora integralmente mentirosas, ora com graves omissões e distorções, acerca dele ou até mesmo de seus familiares; então, as 'denúncias' veiculadas no jornal servem como fundamento para os mais diversos tipos de expedientes processuais: desde reclamações disciplinares, até mesmo um esdrúxulo pedido de impeachment junto à Assembleia Legislativa do Estado do Pará, em total contrariedade com a legislação aplicável e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal."


Gilberto afirma que, para restabelecimento da verdade, apresentou quatro representações

criminais junto à Promotoria de Justiça Criminal de Belém por meio das quais requer a

apuração da prática de crimes contra sua honra por parte dos autores de diversas matérias

veiculadas no jornal Diário do Pará.


Quanto a acusação de que teria forjado provas visando à incriminação da então desembargadora do TJPA, Marneide Merabet, mediante gravação ilícita, realizada sem autorização judicial, o procurador afirma que a reclamação é absolutamente improcedente, uma vez que , antes da ação penal mencionada, a ex-magistrada fora aposentada compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça, sanção essa que foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal. “Judicialmente, na ação penal, a ex-magistrada foi condenada, em 1º grau, a 03 (três) anos e 06 (seis) meses de reclusão, pelo crime de corrupção passiva, sendo que a denúncia apresentada contra a desembargadora foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República sem qualquer participação minha”. Diz Valente, frisando que o acórdão do TJPA que a absolveu não imputou ao reclamado, em momento algum, qualquer ordem de realização de escuta ilegal, o que, de fato, nem poderia ter acontecido, vez que o mesmo não exercia o cargo de Conselheiro do CNJ à época e não conduziu qualquer investigação criminal a respeito.

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