• O Antagônico

O Grupo de Extermínio, A Denúncia, O Ex- Chefe Militar da Alepa, O Dr. Daniel, A Arma e o Desmentido



O atual prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, tem estreita relação de amizade com o Coronel Marco Antônio Machado, denunciado recentemente à justiça, pelo promotor militar Armando Brasil, juntamente com o coronel Marcelo de Araújo Prata e o cabo da PM Leonardo Machado dos Santos, pelos crimes de peculato e prevaricação. Quando foi eleito presidente, Dr. Daniel nomeou o coronel como Chefe da Casa Militar da Assembleia Legislativa do Pará.


Segundo a denúncia do MP Militar o coronel Marcelo Prata, ex-comandante do Batalhão da PM de Castanhal, pagou, ilicitamente, ao coronel Marco Antonio Souza Machado, um protetor balístico e uma pistola Taurus calibre .40, contendo três carregadores, com três munições. “Ressalte-se que o militar CEL QOPM MACHADO encontra-se na Reserva Remunerada, e conforme prevê a legislação interna da PMPA, é vedada a cautela permanente do equipamento individual ao militar que encontra-se inativo, não podendo ser pago, jamais, arma e munições conforme o art. 115 do mencionado diploma. Contudo ao arrepio da lei, ele recebeu 01 (uma) pistola de carga do 5o BPM”. Assevera a denúncia.


Em sua defesa, o coronel Marco Antonio confirmou, em depoimento, o recebimento da pistola, mediante autorização do Comandante Geral da PM do Pará, o coronel Dilson Júnior, que, por sua vez, mediante ofício encaminhado à 2° Promotoria de Justiça Militar, desmentiu a versão de Machado, informando não proceder as alegações do militar.



Peculato - O cabo da PM Leonardo, segundo denunciado pelo MP militar, era motorista do terceiro denunciado, o Coronel Marcelo Prata, ex-comandante do Batalhão da PM de Castanhal. A denúncia do promotor levanta uma clara ligação entre inúmeros homicídios ocorridos em Ananindeua e o Batalhão da PM de Castanhal. Em setembro de 2019, a Operação “Anonymous II”, deflagrada pela Polícia Civil do Pará, prendeu vários policiais militares acusados de envolvimento em um grupo de extermínio atuante na região metropolitana de Belém.


O grupo fazia retiradas ilegais de armas e munições do 5º Batalhão da Policia Militar de Castanhal. O tenente coronel Marcelo Araújo Prata, comandante do Batalhão da PM de Castanhal, preso na operação, autorizava a retirada. Cinco PMs seriam os atiradores: Gleydson Palheta da Costa, Thiago Costa Vetillo, Paulo Henrique Dias Barros, Arthur Rinaldo e Leonardo Machado Santos, este último motorista de Prata.


Segundo a Polícia, os executores usavam o carro da soldado Erika Pantoja Carneiro da Silva para praticar os assassinatos. Os homicídios investigados pela PC, atribuídos os grupo de extermínio, ocorreram em Ananindeua em 2018. Tão logo assumiu a presidência da ALEPA, o deputado Daniel Santos nomeou o coronel Marco Antônio Machado, um dos principais acusados, como chefe da casa militar da Assembleia.


Peculato – De acordo com a denúncia do promotor Armando Brasil, o Procedimento Investigatório Criminal foi instaurado a partir de peças oriundas da Polícia Civil, na qual o cabo Leonardo Machado, estaria envolvido no homicídio em que configurou como vítima o nacional Walberson Nunes Dantas, vulgo ‘Tio Flora”, crime ocorrido no dia 19 de fevereiro de 2019, no bairro da Guanabara, na grande Belém. Segundo a Polícia Civil, Leonardo Machado dos Santos é conhecido em realizar a segurança da chamada “ Milícia das Vans” e, por conta disso, teria assassinado o nacional Sidcley Moraes Borges, sendo este acusado de assaltar uma van “protegida” do policial militar, sendo que o mesmo responde pelo crime em uma Ação Penal que tramita na Vara do Tribunal do Júri de Ananindeua.


Também consta nos autos, que o soldado PM Leonardo Machado dos Santos e o Tenente Cel. Mauro Prata, ex-comandante do 5º BPM de Castanhal, efetuaram prisões no município de Ananindeua, o que, segundo a investigação, soa demasiado estranho, já que ambos efetuaram rondas policiais no município de Ananindeua, embora estivessem lotados no Batalhão de Castanhal. O Soldado Leonardo Machado, acusado pelo MP militar de participação em diversos homicídios no município de Ananindeua, foi preso na operação “Anonymous”, deflagrada pela Polícia Civil do Pará.


A mesma operação cumpriu mandados de Busca e Apreensão de documentos no 5o BPM, onde foram apreendidas cautelas de equipamentos da PM. Para surpresa dos policiais civis, diz a denúncia, em favor em favor do soldado Machado foram pagos, de forma ilícita, pelo Tenente Coronel Marcelo Prata, um verdadeiro arsenal, sendo 01 Escudo balístico, 01 Capacete balístico, 01 pistola Taurus calibre .40, com três carregadores, 01 Fuzil Calibre 556, contendo um carregador com 30 munições, 01 submetralhadora Taurus, calibre.40, contendo um carregador com 20 munições, 01 Escopeta calibre 12, 01 Carabina Taurus calibre .40, com carregadores contendo 30 munições, 01 Escopeta calibre 12, 01 Bandoleira, 30 munições calibre, 20 munições de elastômero e 500 munições tipo trina.

“Ao SD PM L. MACHADO, o TEN CEL MARCELO PRATA pagou uma quantidade excessiva de armas e munições para um só policial militar, tendo subtraído alguns desses equipamentos do restante do efetivo do 5º BPM”. Diz a denúncia do promotor Armando Brasil.
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