• O Antagônico

O Imóvel e a Fraude. A Corretora e o Exercício Ilegal da Profissão


Diz um adágio popular que a justiça não socorre os que dormem. Nem mesmo as vítimas do “Conto do Paco”. Vejam só. A Corregedora Geral do Tribunal de Justiça do Pará, desembargadora Rosileide Cunha, determinou a instauração de Sindicância Administrativa, de Natureza Investigativa, para apurar a denúncia de fraude em emissão de registro público no 1ºOfício de Notas de Belém.


O pedido de providências foi protocolado na corregedoria pelas senhoras Maria dos Anjos Acatauassú Freire, Aline Acatauassú Camelier e Mary Anne Camelier Medrado. Elas narraram que são herdeiras e legítimas de imóveis localizados na Rua Bernal do Couto, nº 589 e 597, cuja administração foi confiada à empresa Barra Imóveis, de propriedade de Adriana Ferreira Barra. Em novembro de 2020, elas foram contactadas pela Tabeliã do 5º Ofício de Notas de Belém, Larissa Ferreira Rosso Nelson, informando a venda do imóvel de nº 589, para Samir Fadul Teixeira, requisitando a presença das mesmas no cartório para assinatura da escritura de compra e venda do imóvel, sendo que as denunciantes jamais venderam o bem. Ao comparecer ao cartório,


Mary Medrado constatou que todos os documentos, inclusive o contrato de venda e compra, foram elaborados de maneira fraudulenta, inclusive com assinaturas falsas, dando a entender que a fraude teve participação de funcionário da serventia.


Em uma busca mais detalhada, as requerentes constataram uma série de irregularidades. E mais. Na 3ª Vara Criminal de Ananindeua, elas localizaram um processo contra a Adriana Barra, proprietária da empresa Barra Imóveis, pela prática de estelionato. Para piorar a situação, foi constatado que o Conselho Regional de Corretores de Imóveis cancelou a inscrição de Adriana Barra, por exercício ilegal da profissão.

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