• O Antagônico

O Jader. O Parsifal. O Avião. A Fazenda de Paragominas e os Boletos



O relatório da Polícia Federal que provocou a Reclamação de Jader Barbalho ao STF traz muitas revelações e mostra o grau de envolvimento de Nicolas Tsontaski, operador do esquema das OSs, com a família Barbalho e os principais secretários do governo do Pará.


Em um dos computadores apreendidos na casa de Parsifal Pontes, ex-prefeito de Tucuruí e então chefe de gabinete de Helder, a PF encontrou três pastas com o nome de Jader Barbalho: duas notas fiscais eletrônicas e um boleto bancário. Os documentos fazem referência à prestação de serviço de manutenção em aeronave, feita pela empresa Algan Alviation Táxi Aéreo. Para a PF, a presença de tais documentos no computador de Parsifal levantaram as suspeitas do pagamento ter sido feito por ele. Em sua declaração de bens, Jader declarou possuir duas aeronaves.


O telefone informado na nota fiscal, emitida pela empresa Algar Táxi Aéreo, é de Carlindo das Mercês Cohen Neto, funcionário do jornal Diário do Pará. O endereço mencionado é o do Diário do Pará. Já n nota fiscal, emitida pela Prefeitura de Uberlândia, cujo tomador de serviços é o senador Jader Barbalho, consta o endereço da rodovia PA 125, s/n, km 17- zona rural, CEP 68625, em Paragominas. O endereço chamou a atenção da PF porque, na sua recente prestação de contas para campanha ao senado, em 2018, Jader não declarou nenhuma propriedade em Paragominas.


No referido endereço está registrada a empresa Serprol Engenharia, que aparentemente não possui relação com o senador. A investigação faz referência direta a uma nota fiscal de 2017, no valor de R$ 59 mil reais, cujo pagador é Jader barbalho mas que estava em poder de Parsifal.

“Causa estranheza que esse documento estivesse em poder de Parsifal, que na época exercia função de presidente da Companhia Docas do Pará -CDP, porém em agosto de 2018 afastou-se do cargo para participar ativamente da campanha de Helder Barbalho, filho de Jader, ao governo do Pará. Frise-se que Helder foi eleito governador e nomeou Parsifal para cargos políticos de sua gestão, chefe da casa civil sendo o principal deles.”

Diz o relatório da PF, citando que Jader Barbalho indicou seu assessor, Leonardo Maia Nascimento, para o cargo de secretário adjunto da SESPA, sendo que no dia da indicação, o mesmo celebrou vários contratos, por meio de dispensa de licitação, que favoreceram outras pessoas investigadas no inquérito.


No relatório, os investigadores manifestam preocupação com o fato de que Jader viesse a fazer parte da formação da CPI da Covid, o que acabou se confirmando. “Torna-se relevante a informação de que um dos investigados, Parsifal, possui acesso a notas fiscais e boletos bancários emitidos em nome do senador que, provavelmente, vai integrar a CPI da Covid 19, que terá o papel de apurar ilícitos ocorridos no país relacionados aos fatos investigados no inquérito ao qual trata este relatório”. Diz o documento.


CONTINUA NESTA SEXTA-FEIRA, 01 DE OUTUBRO

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