• O Antagônico

O Jatene, O Zequinha, O Eguchi, O G5 e o Fogo no Parquinho



Demorou. Mas o Tucano saiu do ninho. O ex-governador Simão Jatene, depois de ficar em silêncio por muito tempo, botou o pé na estrada e já começou a conversar com aliados e lideranças políticas com vias às eleições do ano que vem. Já não era sem tempo. Esta semana, Jatene mandou um recado, via vídeo, que deu o que falar nas redes sociais. Ao despertar para a disputa que se avizinha, o tucano bota fogo no parquinho e passa a ser, por assim dizer, motivo de insônia para o governador Helder Barbalho, que botou a campanha de reeleição na rua, praticamente com dois anos de antecedência.


Para enfrentar o Barbalho, que não tem poupado dinheiro público para comprar partidos, deputados, lideranças e quem mais quiser negociar, o grupo de Jatene formou o chamado G5, que conta, além do tucano, com o ex-deputado Marcio Miranda, o ex-vice governador Helenilson Pontes, o delegado Everaldo Eguchi e o Senador Zequinha Marinho. E as conversas tem prosperado.


Na quarta-feira, Helenilson, Eguchi e Miranda se reuniram para uma conversa. Na sexta, Jatene recebeu Eguchi e Helenilson em seu recanto em Icoaraci. Diga-se de passagem, o tucano já está se mudando para o centro da capital paraense, onde está montando um QG para reuniões. Aliado de dentro do grupo disse a O Antagônico que a ideia é lançar duas candidaturas a governo, com Jatene, Helenilson e Marcio, em um polo e Zequinha e Eguchi no outro, como forma de garantir o segundo turno.


Quanto a cabeça de chapa nada definido. Entre Jatene, Miranda e Helenilson, todos estão afinados, tanto para governo quanto para vice, o mesmo acontecendo com Zequinha e Eguchi. No entanto, porém, contudo, uma chapa única não está descartada. Tudo vai depender das alianças que serão formadas a nível nacional, que podem mudar, radicalmente, o cenário político estadual.


No tocante a Zequinha Marinho, já está claro, para o senador, que o mesmo não terá espaço, como aliás nunca teve, no seleto grupo do alto clero de Helder Barbalho. Afinal, até as pedras sabem que, no meio barbalhista, depois de Helder, Jader, Elcione, Jader Filho, Priante e mais um ou dois, aquele que se intitular privilegiado no governo, estará, por óbvio, em sétimo, ou oitavo lugar na escala de poder.


Para muitas figuras políticas, algumas de dentro do “ventre da besta”, a gestão Helder pode ser definida hoje como um ônibus, onde quem entra já vê quase todos os assentos ocupados e com nome colado na poltrona. Nesse contexto, quem consegue uma cadeira, por certo na parte de trás do coletivo, não pode sequer se levantar para ir ao banheiro, pois quando voltar já terá perdido a vez, ficando em pé, segurando no corrimão, sendo empurrado cada vez mais para trás, sem qualquer informação do que esta acontecendo lá na frente.


Trocando em miúdos, no clã Barbalho, com exceção dos membros da monarquia, ninguém tem vez, fator que, a cada dia, tem engrossado o coro dos insatisfeitos. De olho nos excluídos, o G5 está atuando nos bastidores, como coração de mãe, onde sempre cabe mais um !!!


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