• O Antagônico

O Juiz Leonel, As Confusões, A Jararaca, O Mata Leão e a Enésima Investigação



Destemperado e polêmico. Assim é conhecido o juiz Leonel Figueiredo Cavalcante nas comarcas por onde passou, colecionando confusões e desafetos. Esta semana, a Corregedoria do TJE do Pará abriu mais uma Sindicância Administrativa, desta vez requerida pela própria Corregedoria das Comarcas do Interior. Durma-se com um barulho desses. Sobrou para os juízes auxiliares Lúcio Barreto Guerreiro e Silmara Mara Bentes de Sousa administrarem mais esse “pepino”.


Com o passar dos anos, a fama do magistrado só cresceu. Em janeiro de 2009, Leonel Cavalcanti, então juiz da Vara de São Felix do Xingu, foi agredido com dois golpes de pá de construção e reagiu disparando dois tiros no homem que o atacou. O agressor, que foi hospitalizado, revoltou-se com o juiz depois que não conseguiu sacar sua aposentadoria porque a conta estava bloqueada por decisão do INSS. Ele foi ao fórum da cidade armado com uma faca. As pessoas que estavam no local, no entanto, o desarmaram. Minutos depois, quando Cavalcanti foi vistoriar as obras do fórum, o agressor chegou por trás e deu os dois golpes com uma pá que estava na obra. No chão, o juiz sacou a arma e atirou no homem.


“Mata leão” – Em 2013, então juiz de Chaves, no Marajó, Leonel Cavalcanti, foi acusado de agredir o lavrador Ademil dos Santos, aplicando-lhe uma “gravata” e apertando seu pescoço com muita força até ele desmaiar. Isso durante uma audiência na comunidade Vila do Arapixi, diante de dezenas de pessoas.


O filho do lavrador, Admil Junior, também foi preso e algemado, por ordem do juiz, quando tentava socorrer o pai. Os dois foram levados algemados no mesmo barco em que estavam o juiz e a promotora Ana Maria Magalhães Carvalho. No meio da viagem para a cidade de Chaves, Assunção passou mal e foi socorrido pela promotora. Ao chegar, ele foi atendido num hospital e depois levado para a polícia, mas nem ele nem o filho ficaram presos, apenas assinaram um boletim de ocorrência.


Em 2019, na Comarca de Cachoeira do Arari, uma jararaca fez com que o juiz de Leonel Cavalcanti suspendesse o expediente. Esse inusitado fato ganhou, a época, o noticiário dos principais sites de notícias do país.

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