• O Antagônico

O Mandado de Prisão do Major. Capanema, O Investigador, Os Tiros e a Agressão


O Juiz Júlio César Fortaleza de Lima, da Comarca de Capanema, decretou a prisão preventiva do major da PM Erinaldo Silva Costa. A prisão do oficial foi solicitada pela autoridade policial de Capanema pela prática dos crimes de disparo de arma de fogo, dirigir veículo automotor sob influência de álcool e lesão corporal. Segundo os autos, o policial militar estaria utilizando seu cargo e armamento do Estado, de forma ostensiva, para impor intimidação aos que contrariam seus interesses.


De acordo com o inquérito, no dia 01 de agosto de 202, em Capanema, no interior do bar "Asgard", o major lesionou fisicamente Arnon José de Sousa Amaral, por conta de uma discussão envolvendo o assento em uma mesa, bem como efetuou disparos de arma de fogo visando matar o investigador de polícia Paulo Roberto do Mar Guerreiro, que tentou apartar o entrevero, além de fugir do local alcoolizado, conduzindo seu veículo automotor, tendo logo após colidido contra o muro de uma residência.

Além disso, narram os autos, que no dia 24 de outubro de 2020, no bar e restaurante "La Casona", o major, acompanhado de seu irmão Erenildo Silva Costa, abordou o nacional Paulo Victor Silva Guerreiro, filho do investigador Paulo Guerreiro, quando este se dirigiu ao banheiro do estabelecimento, oportunidade em que passou a proferir ameaças contra a testemunha, além de quebrar seu relógio de pulso arremessando-o contra a parede, tendo o irmão do oficial agredido a vítima com dois fortes tapas no rosto. Não satisfeitos, ambos seguiram o ofendido até o seu carro e, durante o trajeto, proferiram mais xingamentos, ameaças e intimidações.

Esta semana, o comandante geral da PM do Pará, coronel Dilson Junior(foto), suspendeu a licença que havia concedido para o major, a título de tratamento de saúde, e convocou o mesmo para comparecer no quartel da PM em Capanema, para tomar ciência do Mandado de Prisão. Na intimação, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira,22, o comandante da PM alerta que, a não obediência da convocação implicará na abertura do prazo para o crime de deserção, contido no Art. 188 do Código Penal Militar.

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