• O Antagônico

O Padre de Viseu e a Terezinha de Jesus. O Primo, A Avó e a Discórdia


Uma briga familiar ocorrida em 2018, envolvendo um padre de Viseu, teve desfecho na Justiça, na semana passada. Explica-se: A juíza da Comarca de Viseu, Luana Assunção Pinheiro, julgou improcedente, na sexta-feira, 05, um pedido de indenização requerido por Romulo Tadeu Pereira de Oliveira, padre da paróquia de Nossa Senhora do Rosário, na Vila de Curupaiti, situada na zona rural do município paraense de Viseu.


De acordo com o pároco, no dia 03 de novembro de 2018, o nacional Antonio Rui Moraes Júnior, que é primo do religioso , o ofendeu moralmente, com palavras de baixo calão, dentro da casa de sua avó, a senhora Terezinha de Jesus Athayde de Oliveira, que teria sido a pivô da contenda. Pelas supostas ofensas, o padre pedia uma reparação no valor de R$ 7 mil reais. Ao analisar os autos, a juíza verificou que a relação entre o padre e seu primo era bastante turbulenta,

Uma testemunha declarou à justiça que no dia da confusão, o padre questionou o primo, que residia na casa do mesmo, porque este não acompanhou sua avó a missa, ocasião em que Antonio se irritou com o pároco, dizendo que o mesmo não tinha moral e que fazia parte de uma instituição que manipula a sociedade. Segundo a testemunha, Antonio também teria dito que o padre sentia vergonha de ser “preto” e ter uma mãe solteira e doméstica. Em contrapartida, o padre teria dito ao primo que este não trabalhava e que estava devendo toda a cidade de Viseu.

Ao indeferir o pedido, a juíza frisou que a discussão entre as partes aconteceu dentro da casa da avó, e as ofensas ocorreram de forma recíproca, estando presentes apenas membros da família, que não foram ouvidos, sendo, assim, impossível a caracterização do dano moral indenizável. A decisão ainda cabe recurso.

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