• O Antagônico

O Padrinho do Jader Filho. A MWS. A Prospera. A Express. Os R$ 221 Milhões e o Cartel



Tem um ditado latino que diz que quando a esperteza é muito grande engole o esperto. Pois Bem. O empresário Fábio Simões, que enriqueceu da noite para o dia graças ao amigo Jader Filho, tornou-se figura incômoda no governo do Pará, uma vez que sua ganância, que não conhece limites, ganhou proporções inimagináveis. Explica-se: Fábio, que é padrinho dos filhos de Jader Filho, irmão do governador do Pará, é dono da empresa MWS Buffet, que possui contratos de mais de R$ 100 milhões com o governo. Não satisfeito com essa dinheirama, o padrinho se associou com outras duas empresas, a Express e a Prospera, formando um verdadeiro Cartel para abocanhar os maiores contratos de fornecimento de quentinhas para o Governo do Pará.


Diga-se de passagem, a Prospera sequer tem fornecimento de alimentos em sua oferta de serviços, sendo do ramo de construção civil. Agora, Jader Filho acordou de um sono profundo e passou a conhecer, de fato, quem é Fábio Simões. O que se diz é que o irmão do governador tomou conhecimento que Simões tem rifado o nome do compadre para se beneficiar em várias negociações, sempre reforçando que tem grande influência sobre o irmão mais novo de Helder.

Na prática é a criatura se revoltando com o criador, que agora percebe que pariu um monstro faminto !!!


E o sinal de que o reinado de Fábio está desmoronando veio em um claro recado publicado no Diário Oficial da última sexta-feira,13. O Corregedor-Geral Penitenciário, Renato Nunes Vale determinou esta semana a instauração de Sindicância Administrativa Investigativa no para apurar irregularidade no cumprimento do contrato por parte das empresas Empório Gourmet e M.W.S. Eventos e Buffet, no fornecimento da alimentação para os internos da Cadeia Pública de Redenção. Ora, para bom leitor, vírgula é letra.


O “fritamento” de Simões se iniciou quando o mesmo, em uma jogada ensaiada, deu claros sinais de que está por trás, pela frente e pelos lados, de uma armação audaciosa para tomar para sua empresa o contrato da Seduc, de R$ 221 milhões de reais, para fornecimento de merenda escolar. A licitação, cujo objeto é o fornecimento de merenda escolar – lanche e almoço – para 222.549 alunos da rede de ensino estadual da Região Metropolitana de Belém, foi suspensa pela justiça a pedido da empresa Express Alimentos Cozinha Industrial, não por acaso, ligada intimamente a Fábio Simões.


Um dos argumentos usados no Mandado de Segurança impetrado pela Prospera é que o Edital do Pregão Eletrônico não saiu com divisão em lotes, o que certamente incluiria o cartel de Simões, no jogo nada republicano. Como o plano foi descoberto a tempo, agora, resta esperar os próximos capítulos do “fogo amigo”, uma vez que a ganância já não reconhece o parentesco e, com o perdão do trocadilho, a azeitona da mágoa, promete, azedar, e muito, a empada do padrinho. Afinal, como recomenda a prudência, por vezes, a história tem mostrado, que o guloso que não se contenta com o camarão do vatapá, acaba ficando sem nada, até mesmo sem o dendê !!!

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