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O Parsifal. A Ann Pontes. A Casa Civil. O TCE. Os Barbalhos e o Pagamento da Fatura



Fonte fidedigna afirmou a O Antagônico que está tudo acertado para o retorno de Parsifal Pontes, no apagar das luzes de 2021, à chefia da Casa Civil do governo Helder Barbalho. A esposa dele Ann Pontes, será sabatinada para assumir a vaga de Nelson Chaves, que se despediu do Tribunal de Contas do Estado do Pará, na semana passada.


O retorno do casal ao cenário político seria uma premiação pelo silêncio de ambos. Afinal, Parsifal, preso pela PF no ano passado, mesmo diante de muita pressão, não abriu o bico. Já Ann Pontes, que após a prisão do marido foi a casa de Helder avisar que se o Parsifal não fosse solto ela entregaria tudo, também fez o dever de casa e quedou-se silente. Agora seria a hora da recompensa !!


Refrescando a memória dos leitores, Parsifal Pontes, então Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, foi preso na manhã do dia 29 de setembro de 2020, por ordem do ministro do STJ, Francisco Falcão. A grande operação deflagrada pela PF, pela Polícia Civil de SP e pela CGU desarticulou um esquema bilionário de corrupção na área da Saúde do Pará e prendeu figuras próximas do governador Helder Barbalho. Aquela altura, a Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União e Polícia Civil do Estado de São Paulo, deflagrou a Operação SOS, que visava desarticular organização criminosa que desviava recursos públicos na área da saúde, destinados a contratação de organizações sociais para gestão de hospitais públicos do Pará.


Entre eles estão os hospitais de campanha destinados para combater a pandemia de Covid-19. A investigação mira o período de agosto (2019) a maio (2020), 12 contratos celebrados entre o Governo do Estado do Pará e Organizações Sociais ligadas ao grupo investigado, totalizando o valor de R$ 1.284.234.651,90.


Os investigados, entre os quais, empresários, o operador financeiro do grupo, integrantes da cúpula do governo do Pará, além do próprio governador Helder Barbalho, que teve sua residência e o Palácio dos Despachos visitado pela PF. Na operação, além de Parsifal, foram presos o então secretário de transportes do Pará, Antônio de Pádua e o assessor de Helder, Leonardo Maia Nascimento. Os três foram soltos dias depois, por liminar do STF. Com o próprio pescoço na reta, Barbalho não teve outra alternativa senão exonerar Parsifal, seu padrinho e mentor político, sob as bençãos do pai, Jader Barbalho.


Foi nesse período também que Helder começou a considerar a possibilidade real de ir para a cadeia ou ser afastado do cargo. A primeira medida foi “convencer” o seu inconfiável vice, Lucio Vale, a renunciar ao cargo, operação que ficou rotulada como “o acordo dos milhões." Com a algibeira cheia, Lúcio ainda carimbou sua ida para o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará. Tudo para deixar o caminho livre para a posse do presidente da Alepa, o deputado Chicão, em caso de um revés de Helder.


A estratégia é típica dos Barbalhos. Como Lúcio Vale nunca aspirou confiança e vem de outra família que já detém um feudo na região de Viseu, (por lá os Vale casam e batizam), Helder não pensou duas vezes em apostar na fidelidade canina de Chicão. Como o irmão, Jader Filho, também figura entre os investigados, Helder tratou de tirá-lo da presidência do MDB, até que a poeira sentasse.


E parece que sentou! Jader Filho, após o sinal verde dos caciques do MDB, retornou ao comando do partido no estado. Crente na força do pai em Brasília e obstinado pela reeleição, Helder, certo de que tudo está como dantes no quartel de Abrantes, quer trazer velhos parceiros, como Parsifal Pontes, de volta ao jogo, mesmo que isso custe caro !!! Mas dinheiro e escrúpulos nunca foram problema para Helder! O primeiro, do suado contribuinte, ele dispõe em abundância. Já o segundo, não lhe faz a menor falta !!!


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