• O Antagônico

O Plano Para Matar o Promotor. Os Empresários de Igarapé-Miri e o STJ

O Ministro do STJ, Néfi Cordeiro, indeferiu um Habeas Corpus em que um empresário de Igarapé - Miri pedia a nulidade de uma ação da Polícia Civil do Pará de busca e apreensão. Tudo aconteceu durante a operação “Vento Norte”, que prendeu 37 pessoas, entre empresários e comerciantes, acusados dos crimes de tráfico de drogas, contrabando, lavagem de dinheiro, extorsão, milícia, homicídios e enriquecimento ilícito. Dentro das ações do grupo criminoso, haviam ameaças a juízes, promotores e autoridades policiais. No caso da busca e apreensão que o comerciante queria tornar nula, foram apreendidas armas que seriam supostamente usadas para assassinar o promotor de justiça Daniel Menezes, á época titular da promotoria de Igarapé- Miri.

Segundo a investigação, o promotor proibiu a realização de festas em Igarapé-Miri, contrariando os interesses de muitos empresários do ramo. Testemunhas declararam a polícia que ouviram conversas dos empresários planejando a morte do promotor. O empresário que ingressou no STJ com o pedido de nulidade da busca e apreensão teve a prisão decretada e ficou na condição de foragido por seis meses.



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