• O Antagônico

O Procurador Geral. O Idesma. A Aselc. A Organização Criminosa dentro da PGE



Adrenalina pura e severas críticas às instituições que se curvaram diante da corrupção sistêmica que se instalou no Governo do Pará na gestão de Helder Barbalho. Foi o que se sucedeu na Sessão do dia 14 de julho deste ano, do Conselho Superior da Procuradoria Geral do Estado do Pará, quando o então procurador Afonso Oliveira, abriu mão de sua defesa em um PAD que resultou na sua demissão e usou o espaço para fazer gravíssimas denuncias envolvendo diretamente o atual Procurador Geral do Estado, Ricardo Sefer.


Na sessão virtual, cujas imagens estão circulando desde ontem nas redes sociais, em que estavam presentes os procuradores JOSE EDUARDO CERQUEIRA GOMES, IBRAIM JOSE DAS MERCES ROCHA, ENORE CORREA MONTEIRO, ANA CLAUDIA SANTANA DOS SANTOS ABDULMASSIH, GABRIELLA DINELLY RABELO MARECO, CRISTINA MAGRIN MADALENA entre outros, o então procurador Afonso Oliveira, afirmou, em alto e bom som, que a PGE é gerida pelo chefe de uma organização criminosa que atua há muitos anos saqueando o Estado.


“Não há, seguramente, no órgão alguém que não saiba, eu mesmo já disse isso várias vezes, quem são os sócios do IDESMA”. Disse Afonso fazendo referência direta ao Instituto de Saúde Santa Maria OSS, que funciona, segundo Afonso, na própria sede do escritório do PGE. “Ele atua em 100% das ações que o Idesma, como autor, atuando contra o Estado em tentativas claríssimas de fraude. A partir de 2019, em virtude de uma série de ilegalidades, gerando uma dívida com o fisco de mais de 60 milhões teve que mudar de nome de Idesma para ASELC (Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura) e, apesar de manter a mesma estrutura, mesma diretoria, mesmo site, não mudou de endereço.” Denunciou Afonso Oliveira para um silencioso e apático Conselho. “Tu quer ser meu advogado? Não estou te ofendendo. Estou apresentando minha defesa. Eu só falei quem são os sócios do IDESMA. A defesa não pode se manifestar? O que é isso? A que ponto chegamos. Tu vai ser preso daqui a pouco. Eu quero apresentar minha defesa. Eu vou falar o que eu quiser organização criminosa.” Sustentou Oliveira, aparentando tranquilidade, frisando que todos sabem sobre a OS que funciona no escritório do Procurador Geral Ricardo Sefer.


Afonso prosseguiu a denúncia relatando que a partir do momento em que se passou a ter uma centralidade da Aselc com a saída das OSs paulistas, o cenário absurdo onde se com a própria OS passando a receber mais de 43 milhões de reais como contraprestação a título de quase nada.” Denunciou o procurador relatando que a Aselc passou a receber 12 e mais 7 milhões no Hospital Regional de Castanhal para fazer 3 ou 4 atendimentos por dia, de portas fechadas. “E ainda passa como a menina dos olhos desde que o procurador geral a tomou para si e fez um parecer que acabou gerando a contratação da Pacaembu lá atrás”. Prosseguiu Afonso dizendo que a dispensa dos 152 respiradores doados pelo Cayenne e o cancelamento do restante da compra dos 400 foram baseados em “mentiras toscas que não param de pé”.


Durante a sua exposição, Afonso faz uma revelação impactante, afirmando que o Estado comprou apenas 10 respiradores ao longo de toda a Pandemia, até o final de março de 2021. “Castanhal recebeu, do dia para a noite, a partir do momento em que a Aselc assumiu, 180 respiradores. E é nesse contexto, ainda que ocorreu aquela descoberta dos 19 respiradores no Abelardo Santos”. Ao final de sua explanação, Afonso fala em delações premiadas, e faz referência ao fato do Governo ter contratado a empresa Boutique, que atuou no caso JBS, do Ricardo Salde e Joesley Batista, e que é especializada em delação premiada.


“O cenário que nós enfrentamos aqui hoje não tem precedentes históricos em lugar nenhum. Nunca aconteceu, não parece em nada com o que viu, nem na época da Pacaembu e Birigui. A partir do momento em que a Aselc passa a ter a centralidade, bem, não só nos procedimentos relacionados as OSs. Esses aditivos se tornam generalizados, se tornam banalizados num patamar bizarro. São 43,5 milhões e meio de reais a troco de nada, de portas fechadas para atender meia dúzia de gatos pingados.” Acusou Afonso se dizendo triste pelo nível de corrupção a que chegou a Procuradoria Geral do Pará. Com a palavra o MPF, A Polícia Federal e a quem mais a sociedade possa recorrer !!!
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