• O Antagônico

O Régis Pauletti. O Pai e o Irmão do Nicholas. A Liberdade Negada e as Propostas de Delação

Atualizado: Set 2



O cerco está se fechado a cada dia. O juiz federal Antônio Carlos Campelo negou, no início da tarde desta terça-feira, 31 de agosto, pedido de liberdade provisória assistida, impetrado pelos advogados de Régis Soares Pauletti, que está preso no Centro de Detenção Provisória de Bauru, em São Paulo.


Pauletti está diretamente envolvido na quadrilha das OSs, acusado da prática de crimes de lavagem de capitais e organização criminosa, praticados por agentes políticos, agentes públicos e empresários que vem atuando no Estado do Pará, promovendo desvio de recursos públicos em um contexto de corrupção sistêmica. O bando, chefiado no Pará por Nicolas Tsontaski, que cumpre prisão domiciliar em Capanema, desviou mais de R$ 450 milhões da verba que deveria ter sido empregada para combater a Covid 19.


Na decisão, o juiz assinala que Pauletti era o responsável pelo esquema de lavagem de dinheiro, visto que constantemente, agiu visando dissimular a natureza e origem de valores provenientes das verbas públicas ilicitamente desviadas das unidades hospitalares administradas pelas Organizações Sociais, especialmente através do pagamento de boletos bancários debitados da conta das empresas subcontratadas, mas em benefício de integrantes do esquema criminoso, como forma de dificultar o rastreamento dos recursos, bem como dissimular a origem espúria desses valores.

“Conforme constam nos autos, REGIS PAULETTI seria o responsável pelo controle financeiro dos recursos públicos desviados por intermédio das Organizações Sociais PACAEMBU, INAI e BIRIGUI, ocupando a função de homem de confiança de CLEUDSON quanto aos interesses da Organização Criminosa em solo paraense.”

Frisou Campelo ressaltando que Pauletti não conseguiu comprovar algumas de suas alegações, como as de que possui ocupação lícita e residência fixa. No Pará, além de Nicholas, seguem presos o pai dele, José Izidorio Morais e o irmão, Bruno Tsontaski.


Segundo apurou O Antagônico, dos 61 presos na última operação da PF, pelo menos 20 fizeram proposta de delação premiada em troca de redução de pena. Pauletti, o pai e o irmão de Nicolas, além do empresário conhecido como “Macedo”, estão entre os que fizeram proposta de delação. O Ministério Público Federal está analisando os pedidos.

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