• O Antagônico

O TJE do Pará. O Moisés Flexa. A Propina. A Condenação e a Premiação

Atualizado: Out 15



“A pior coisa é um magistrado venal e corrupto”. Esta frase foi dita hoje pelo desembargador Rômulo Nunes e repetida pela desembargadora Vania Bittar, quando ambos votaram pela condenação do juiz criminal Raimundo Moisés Alves Flexa, flagrado em gravação sobre pagamento de propina, durante diálogo com o então prefeito de Santa Luzia do Pará, Adamor Aires. A perícia concluiu que a voz, na gravação, era mesmo de Moisés Flexa.


Por unanimidade, o Pleno do TJE do Pará condenou Flexa em processo administrativo disciplinar (PAD). No entanto, a pena que deveria ser exemplar, soa mais como uma premiação!!! aposentadoria compulsória, com um gordo salário de cerca de R$ 30 mil reais. Durma-se com um barulho desses!!! Isso, na verdade, não é punição, mas um autêntico prêmio. Agora, cabe ao Ministério Público a tarefa de ingressar na justiça para cassar a “punição”.


Na gravação, também foi citado o nome do juiz Marco Antônio Castelo Branco. Porém, o relator do processo, Mairton Carneiro, entendeu que não havia provas para incriminá-lo. Em seu voto, Mairton pugnou pela condenação de Flexa, ressaltando os deveres de um magistrado e asseverando que o juiz infringiu a Lei Orgânica da Magistratura.


Também votaram pela condenação de Flexa os desembargadores Luzia Nadja, Diraci Nunes Alves, Leonam Cruz, Leonardo Tavares, Nazaré Saavedra Maria de Nazaré Gouveia, Ronaldo Vale, Gleide Moura, Luiz Neto, Maria Filomena Buarque, Ezilda Pastana, Maria Elvina Taveira, Rosileide Cunha, José Roberto Bezerra, Roberto Moura, Rosi Gomes de Farias e a presidente do TJ, Célia Regina Pinheiro, também votaram pela condenação no PAD.

569 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo