• O Antagônico

O Zequinha. O Barbalho. O Fim do Namoro e a Candidatura



Diz o ditado que em política não se pode atender a dois senhores ao mesmo tempo. Que o diga o senador José da Cruz Marinho, também conhecido como Zequinha Marinho. Com um pé dentro e outro fora do governo estadual, Marinho deve sacramentar sua situação política nos próximos 2 meses.


Apontado como nome natural para concorrer ao cargo de governador nas eleições de 2022, o senador tem conversado com suas bases e com os outros prováveis candidatos, entre eles Márcio Miranda e Everaldo Eguchi. Quanto a Simão Jatene, Zequinha mantém reservas, manifestando preferência por Márcio Miranda em uma eventual dobradinha, fator que demonstra que o senador ainda mantém viva na memória as desavenças do passado, no período em que foi vice do tucano. E ainda tem o Barbalho no meio do caminho.


Zequinha, apesar de ainda estar dentro do governo, não tem poupado aparições ao lado do presidente Jair Bolsonaro, que já revelou a interlocutores próximos que derrotar Helder Barbalho no Pará é uma questão de honra. Prova disso foi o constrangimento geral em Belém, durante a cerimônia de celebração do aniversário da Assembleia de Deus. Helder, por sua vez, também não tem economizado rasteiras em Zequinha, a exemplo do TRE, quando moveu céus e terra para cassar o mandato do senador.


Diante de todo o exposto, é certo que o namoro irá acabar em breve, restando saber se a ruptura se dará de forma branda ou litigiosa, com promessas de sequelas severas. Isso só o tempo dirá. Enquanto isso, cresce a pressão dos evangélicos pela candidatura majoritária de Zequinha, uma vez que os irmãos, sonham, dia após dia, com um membro da igreja segurando a chave do cofre.


Experiência política não falta para Marinho. Nascido no interior de Araguacema, no Estado do Tocantins, ele iniciou sua carreira política no município de Conceição do Araguaia, se candidatando, em 1994 ao cargo de Deputado Estadual pelo PDT, recebendo 7.965 votos. Ficando na suplência, foi efetivado ao cargo parlamentar em 1997. Em 98, se reelegeu com 16.060 votos. Mais tarde, em 2002, Marinho se elegeu Deputado Federal, com 76.177 votos.


Ao assumir o mandato em 2003, ingressou no PTB, sendo que no mesmo ano, foi para o PSC, onde permaneceu até 2005, quando se filiou ao PMDB. No mesmo ano retornou ao PSC, onde disputou a reeleição em 2006, se elegendo com 91.577 votos, sendo o 12º mais votado do Estado. Após o pleito, retirou-se novamente do PSC e retornou ao PMDB, onde permaneceu até 2009, quando voltou para o PSC, estando filiado até hoje.


Em 2010, foi novamente candidato à Câmara Federal sendo eleito pela terceira vez consecutiva com 147.615 votos, o 7º mais votado. Em 2014, se candidatou ao cargo de vice-governador do Pará na chapa do então governador e postulante à reeleição Simão Jatene do PSDB, sendo eleito no segundo turno. Tornou-se o primeiro vice-governador da Região Sul do Estado. Sua esposa foi eleita deputada federal na mesma eleição. Em 2018, foi eleito Senador da República, com 1.374.956 votos, com exatos 8.350 votos a menos que Jader Barbalho.

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