• O Antagônico

O Zequinha, o Eguchi, O Eder Mauro e o Bolsonaro. O Jatene, O Márcio Miranda, O Jordy e o Palanque



Já é dado como certo que na visita que fará ao Pará, nesta sexta-feira, 18, que o presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciará o nome de Zequinha Marinho como seu candidato ao governo do Pará. Será o primeiro passo de Bolsonaro para montar seu palanque no Pará nas eleições do ano que vem.


O delegado federal Everaldo Eguchi, em conversa com O Antagônico na tarde manhã desta quinta-feira, 17, disse que seu partido, o PSL, está aguardando a deliberação do presidente. “ Seja qual for a decisão nós acataremos e estaremos juntos”. Disse Eguchi. A probabilidade é que o delegado, que se mostrou bom de voto nas eleições para prefeito de Belém, concorra como vice na chapa de Zequinha, ou até mesmo ao Senado, cuja única vaga, já tem muitos pretendentes, entre eles Helenilson Pontes, um dos muitos aliados paraenses que acompanham Bolsonaro na visita desta sexta.


No projeto de Bolsonaro, Eguchi é peça fundamental, uma vez que a expressiva votação na capital é moeda forte para manter a grande rejeição do clã Barbalho na Cidade das Mangueiras. Outro delegado, o deputado federal Eder Mauro, também está na lista do presidente dentre os nomes de reforço no palanque. Outros dois delegados, os deputados estaduais Caveira e Toni Cunha, opositores ferrenhos de Helder Barbalho, também estarão “engrossando o caldo”, do Zequinha. Caso se confirme a indicação, o senador deverá, via de regra, entregar seus cargos e desembarcar de vez do governo Helder Barbalho.


A confirmação também deverá apontar para uma vertente já prospectada por muitos: A terceira via, que virá do grupo de Simão Jatene, Márcio Miranda e Arnaldo Jordy, projeção que, se confirmada, garante o segundo turno das eleições estaduais. Assim, por essa perspectiva, teremos, de um lado a esquerda radical representada por Lula e Edmilson, no palanque de Helder Barbalho e sua conhecida árvore genealógica, (Jader, Elcione, Priante e etc..), de outro, Eguchi, Eder Mauro, os evangélicos e Jair Bolsonaro, empurrando a campanha de Zequinha Marinho. E no Centrão, o trio Jatene, Marcio e Jordy, representando a já citada terceira opção. No entanto, tudo está ainda no campo hipotético e, como já dito, trata-se apenas do início do baile, com a orquestra ainda em processo de afinação dos instrumentos.

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