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Os Jatinhos, A Pandemia e os Fretes Milionários



Diante dos hospitais lotados e da escassez de oxigênio hospitalar, os super ricos de Manaus estão pagando até R$ 170 mil em UTIs aéreas privadas para encontrar tratamento em cidades como Brasília, São Paulo, Goiânia e Cuiabá. Entre os que procuram o serviço estão funcionários públicos de alto escalão, profissionais liberais, empresários e até políticos. Uma das principais empresas do ramo está com todos os seus voos lotados.

Há dois dias consecutivos, o número de enterros é superior a 200, número superior ao registrado no primeiro pico da doença, entre abril e maio do ano passado. Hospitais públicos e privados estão com suas lotações praticamente esgotadas. Enquanto a maior parte da população se aglomera para conseguir um leito, quem pode deixa acidade em UTIs aéreas privadas.

Os destinos preferidos dos clientes são os hospitais de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belém e Fortaleza. Eles chegam a pagar até R$ 170 mil para transportar um paciente entre Manaus e São Paulo.


A CTA Táxi Aéreo colocou três aeronaves turbo hélices para fazer o transporte de pacientes. Os aviões fazem seis voos diários. É cobrado, em média, R$ 95 mil pelo trecho entre Manaus e Brasília e R$ 85 mil pelo que vai até Cuiabá.


O ex-senador e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, realizou em um voo privado para a capital paulista para tratamento que durou 31 dias no Sírio Libanês, um dos hospitais mais caros do país, enquanto pacientes morriam por falta de oxigênio no município.

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