• O Antagônico

Os Respiradores. O Ministro do STJ. As Diligências. Helder e Wilson com as Barbas de Molho



Agosto promete ser o mês dos desgostos para os governadores do Pará, Helder Barbalho e do Amazonas, Wilson Lima. Novas operações da PF prometem abalar as estruturas dos dois Estados. Na semana passada, o STJ liberou para a CPI da Pandemia, acesso a três inquéritos sigilosos, com cerca de 280 mil páginas, envolvendo os governadores do Pará, Helder Barbalho e Rui Costa, da Bahia. Os requerimentos estavam pendentes de resposta desde o final de maio.


Dois dos inquéritos que chegaram às mãos dos senadores tratam da gestão Barbalho. Um deles embasou a Operação S.O.S, em que investigadores cumpriram 12 mandados de prisão temporária e 41 de busca e apreensão expedidos pelo STJ. Os crimes investigados são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O segundo inquérito investiga Barbalho pela compra de 1,6 mil bombas de infusão usadas no tratamento contra a Covid-19 ao custo de 8,4 milhões de reais.


O colegiado só não conseguiu acesso ao inquérito que investiga Barbalho pela compra sem licitação de 400 ventiladores pulmonares e ao processo que apura irregularidades no aluguel do espaço e nos contratos de instalação do Hospital de Campanha Nilton Lins, além do colapso do sistema público de saúde em janeiro de 2021, decorrente da falta de oxigênio hospitalar, na gestão Wilson Lima. Nestes casos, as cópias não foram franqueadas porque “há diligências de caráter sigiloso ainda em curso”. E são justamente essas diligências que estão tirando o sono de Barbalho e Lima.


No caso de Helder, advogados e juristas são categóricos em afirmar que a hipótese de prisão é pouco provável, quase nula. No entanto, quando o assunto é afastamento do cargo as opiniões são divergentes e geram dúvidas e incertezas. Pelo sim, pelo não, não foi a toa que Helder negociou, a peso de ouro, a renúncia e ida do vice, Lúcio Vale, para o Tribunal de Contas dos Municípios, TCM, abrindo vaga para uma provável posse como governador em exercício, do presidente da Alepa, Chicão, que, como até as pedras sabem, tem fidelidade canina ao clã Barbalho. A aposta de Helder, em caso de afastamento, é manter o controle da chave do cofre do Estado e insistir, ainda que forma suicida, no projeto de reeleição.

1,001 visualizações1 comentário