• O Antagônico

Os Sargentos e o Amor a Três. O Trisal, A Demissão e a Repercussão



Uma relação amorosa entre um casal de sargentos da PM e uma administradora está dando o que falar no Acre. Após a repercussão ao assumir o poliamor com os sargentos da Polícia Militar do Acre Alda Nery e Erisson Nery, a administradora Darlene Oliveira foi demitida da empresa onde trabalhava. Para confirmar a situação, a sargento Alda fez um desabafo postado no perfil deles no Instagram. Dos três, Darlene sempre evitou dar entrevistas sobre o relacionamento. Alda e Erisson Nery são sargentos da PM e já eram casados quando conheceram a administradora Darlene.


No último dia 12, eles passaram o primeiro dia dos namorados juntos. Os três assumiram a relação há quase um ano. Mais recentemente, há cerca de seis meses, eles criaram um perfil em uma rede social para divulgar como é a vida que escolheram. Mas a repercussão, além de trazer mensagens de apoio e até relatos de pessoas que levam o mesmo estilo de vida, acabou com a demissão de Darlene, segundo a sargento Alda. Ela diz que a companheira foi demitida com a justificativa de que a exposição dela afetaria a imagem da empresa. A policial não cita o nome da empresa onde Darlene trabalhava.

“A Darlene perdeu o emprego baseado na justificativa de que ela estava se expondo demais e que isso faria mal à imagem da empresa na qual ela trabalhava. Hoje, a Darlene já está trabalhando numa empresa maravilhosa, aonde os chefes têm uma mentalidade humana, uma mentalidade respeitosa, que respeitam as pessoas independente de suas escolhas sexuais”, desabafou a sargento.

Ainda no relato postado, Alda fala que Darlene não tem interesse em buscar seus direitos após o ocorrido e diz que o Brasil precisa melhorar.

“Eu não sei o que vocês acham, também não vou fazer aqui uma enquete, mas acho que a sexualidade ou a opção sexual ou quem alguém deseja amar não influencia em nada na sua competência como profissionais. Ô Brasil, nós precisamos mudar. Ô Brasil, nós precisamos melhorar, mas enquanto tivermos Darlenes, que não lutam pelos seus interesses, não brigam por seus direitos, as injustiças continuarão acontecendo. Eu não vou interferir, porque esse é um direito dela. Até quando situações como essas vão ficar impunes?”

Mesmo em meio ao preconceito, o trisal de Brasileia, interior do Acre, garante que recebe apoio. A história do trisal começou em 2000, com o casamento dos militares Alda e Erisson. Eles são pais de dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos. Darlene se juntou a eles mais recentemente, em 2020. O trisal decidiu morar juntos há cerca de seis meses. A iniciativa, contam, serviu de inspiração para que mais pessoas compartilhassem depoimentos parecidos. O Comando da PM no Acre informou que a instituição não vai se pronunciar externamente sobre o assunto.

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