• O Antagônico

Oscar e Denise Rodrigues. O Líder, a Queixa-Crime e a desistência

A juíza Sarah Castelo Branco, da 6ª Vara Criminal do Juízo Singular da Comarca de Belém, rejeitou o pedido de desistência de uma queixa-crime movida por Denise Rodrigues Corrêa, contra Oscar Rodrigues Corrêa, ambos do grupo Líder Supermercados. Ao negar o pedido formulado por Denise Rodrigues, a juíza pontuou que o instituto da desistência, tem por momento oportuno a anterioridade do recebimento da queixa crime, e que o mesmo está prejudicado, uma vez que já fora recebida a queixa. “Isto posto, verifica-se que o único instituto cabível para manifestação do desinteresse em prosseguir com a Ação Penal Privada é o perdão” frisou a magistrada. A decisão judicial é só mais um capítulo envolvendo estelionato e fraude, acusações que pesam contra o empresário João Augusto Lobato Rodrigues, filho de Oscar Corrêa Rodrigues, um dos sócios do Grupo Líder, que tem rede de supermercados, armazéns, fazendas de gado, torrefatoras de café e construtoras espalhadas em todo o Estado do Pará. O Processo Judicial Nº 0001267-45.2016.8.14.0401, em fase de recurso na 1ª Vara Criminal de Belém, descortina a intrincada engrenagem montada por ele para desviar dinheiro dos cofres das empresas da própria família. O suposto estelionato começou a partir da criação de três cartões fantasmas do Liderzan. Segundo consta na ação, João Augusto utilizava esses documentos dentro de suas próprias lojas, fazendo compras de valores vultosos e, horas depois, acessava o sistema central, onde as informações ficavam armazenadas, e excluía todos os registros referentes às aquisições.

Outra jogada do empresário, de acordo com a denúncia na Justiça, consistia no uso irregular dos cupons dos cartões para desviar grandes quantias. De forma sorrateira, assinala o documento, ele se dirigia a um caixa qualquer dentro do Líder e trocava o cupom por dinheiro. Em seguida, repetia o mesmo processo empregado em relação às compras: acessava o sistema central e apagava o registro da transação. Dessa forma, prossegue a peça judicial, o empresário chegou a desviar aproximadamente R$ 1,4 milhão em apenas uma semana. Ao ser flagrado na operação do esquema, João Augusto foi escorraçado das empresas pelos tios José, Osmar e João Corrêa Rodrigues, em seguida, passou a figurar como réu em um processo formal que tramita desde setembro de 2017 na 1ª Vara Criminal de Belém. Informado de que os irmãos haviam iniciado uma ação penal contra seu filho, com base nas denúncias de estelionato e fraude, Oscar Rodrigues acionou seus advogados para defender o patrimônio pessoal de João Augusto. Por meio de escritura pública, , Oscar passou a ser o proprietário legal de casas, apartamentos e demais bens antes pertencentes ao rebento.

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