• O Antagônico

Ourilândia. O Delegado Garimpeiro. A Esposa. O Pai. A Cozinheira e a Quadrilha

Atualizado: Set 29



A justiça é lenta em todos os setores. Vejam só. A corregedoria da Polícia Civil do Pará, só agora, instaurou Processo Administrativo Disciplinar em desfavor do delegado de polícia Rodrigo de Mota França, preso preventivamente em setembro de 2018 na operação Mamon, acusado da prática de vários crimes. À época, França era delegado de Tucumã, na região do Araguaia.


O PAD foi instaurado para apurar o ilícito administrativo atribuído no tocante a duas armas de fogo e diversas munições, sem registro, encontrados na casa do delegado. Sobrou para as delegadas da PC Simone Edoron Machado Araújo, Cyntia de Fátima de Souza Viana e Isomary Andrade Régis Monteiro, nomeadas para presidir o PAD, que tem prazo de 60 dias para conclusão.



De acordo com a investigação, em 2018, o delegado Rodrigo França comprou um garimpo em Ourilândia do Norte e passou a extrair ouro ilegalmente da área. Para fazer a limpeza do minério, o delegado fez uso de grandes quantidades de azougue, causado danos ao meio ambiente. Segundo depoimentos de várias testemunhas, França utilizava a delegacia para fazer negócios diversos, dentre os quais compra e venda de ouro e transações com garimpeiros. Consta em alguns depoimentos, que até a comida dos presos era desviada para alimentar os trabalhadores do garimpo do delegado.


Na denúncia apresentada a justiça, o MP sustentou que o delegado, para sacramentar o domínio do mercado de ouro na região, empregou, de forma ilegal, dentro da delegacia, a sua esposa, Joycimara Ribeiro Lima, o seu pai, Neilto Tomaz França e a cozinheira Ana Lucia Castro Lucio. Os três também foram presos em 2018, sendo liberados cinco meses depois. Pesa ainda contra o delegado a denúncia de um fazendeiro local, que teve reses roubadas de sua propriedade. Rodrigo França teria cobrado R$ 10 mil reais para que a investigação fosse iniciada.

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