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Paragominas e o Pac. O Ex-prefeito e o Escândalo da Estação de Esgoto

Atualizado: Mar 5


O Ministério Público Federal deverá abrir inquérito nos próximos dias para investigar o chamado “Escândalo da Sanepar”. Trata-se de uma Estação de Tratamento de Esgoto,(ETE), inaugurada em Paragominas em outubro de 2018, na gestão do ex-prefeito Paulo Pombo Tocantins, o “Paulinho”. Passados mais de 2 anos da inauguração a Estação de Esgoto nunca funcionou.


A obra faraônica, com um orçamento de aproximadamente 25 milhões de reais, foi inaugurado com pompa e circunstância, como o Novo Sistema de Esgotamento Sanitário de Paragominas, composto por uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), 22 km de rede coletora e uma estação elevatória. O sistema seria operado pela Agência de Saneamento de Paragominas, Sanepar.


No dia da inauguração, o então prefeito Paulo Tocantins anunciou em alto e bom som que o sistema já estava atendendo 3 mil casas, sendo que, a Estação de Tratamento de Esgoto, segundo o ex-gestor, tinha capacidade para atender mais da metade da população da cidade. E o ex-prefeito ainda foi mais longe: Na conclusão da primeira fase do Sistema, Paulinho anunciou que os bairros da Promissão 3, parte da Promissão 2 e Novo Horizonte já seriam atendidos. “Mas isso é só o começo, temos um projeto pronto para toda a cidade dividido em quatro fases que elevarão Paragominas ao topo do Ranking das cidades com melhor índice de Saneamento Básico do Pará” declarou Tocantins, à época, ressaltando que com a obra, “Paragominas se tornou uma das poucas cidades em todo o país a finalizar uma obra desta magnitude utilizando recursos provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2”.

Agora, passados 2 anos e 4 meses da inauguração, a população de Paragominas segue sem o tão prometido esgotamento sanitário e vive dias de incerteza, uma vez que não há sequer previsão de que a Estação venha a funcionar de fato. Na prática, foram mais de R$ 21 milhões de verba federal e quase R$ 2 milhões e meio de contrapartida do município, literalmente jogados no esgoto, (com o perdão do trocadilho).


Para funcionar, a obra precisaria de muito dinheiro, que, na verdade, já foi investido no projeto, sem que o mesmo tenha trazido um resultado mínimo para a coletividade.


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