• O Antagônico

Santarém. O TJ do Pará. O Jota Ninos. A Sindicância e o Arquivamento



A desembargadora Rosileide Maria Cunha, Corregedora-Geral de Justiça do TJE do Pará, determinou o arquivamento da Sindicância Administrativa visando à apuração dos fatos apresentados pelo juiz Alexandre Rizzi, em desfavor do Analista Judiciário João Georgios Ninos, o J. Ninos, que também é jornalista, lotado na 3ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Santarém.


De acordo com os autos, um advogado de um acusado de crime de estupro pediu ao juiz criminal que encaminhasse reclamação disciplinar contra Ninos, por conta de uma postagem no Facebook, feita em novembro do ano passado. À época, surgiu uma notícia divulgada por vários meios de comunicação sobre uma denúncia de estupro que teria sido cometido por um servidor público contra a própria filha.

“Eu divulguei uma foto do servidor ao lado do prefeito Nélio Aguiar (DEM), opositor de Maria do Carmo, candidata a prefeita, com a frase: Veja a companhia do prefeito!” Disse Jota Ninos em sua defesa.

A corregedoria do TJ considerou que o Jota Ninos não divulgou informações processuais sigilosas das quais porventura tivesse ciência em razão do cargo que ocupa, mas procedeu a divulgação de imagem em sua rede social quando estava em pleno gozo de férias.

“De atenta leitura dos autos, observa-se que no curso do presente procedimento não restou caracterizada a prática de irregularidade administrativa pelo Servidor Sindicado, especialmente considerando as justificativas apresentadas e convalidadas por documentos anexados aos presentes autos. Desse modo, não há que se falar em punição do mesmo.” Asseverou a desembargadora Rosileide Cunha, corregedora geral do Tribunal de Justiça do Pará.
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