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Tailândia. A Operação Bangkok. O “Macarrão”. O Dinheiro. As Armas e a Prisão




A Operação “Bangkok”, deflagrada ontem pelo Ministério Público do Estado, por meio de uma força-tarefa composta por promotores de Justiça com delegação especial do Procurador-Geral de Justiça, César Mattar, com o apoio do GSI - Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional e do GAECO - Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado, cumpriu sete mandados de busca e apreensão, sendo cinco em Tailândia e dois em Marabá. Os trabalhos foram coordenados pela promotora de justiça Ana Maria Magalhães, titular do GAEGO. Foram apreendidos documentos, HDs, dinheiro em espécie e armas de fogo. A ordem judicial foi expedida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, derivada de investigação que tem como alvo diversas licitações e cartas convites realizadas pela prefeitura de Tailândia.


Em Tailândia, os mandados foram cumpridos foram na sede da prefeitura municipal, duas empresas (lojas) e duas pessoas físicas, sendo uma delas o prefeito Paulo Jasper, o “Macarrão”, onde foi apreendido o valor de R$ 51 mil reais. Na casa de uma secretária municipal, a equipe de promotores de Justiça e policiais do GAECO encontraram três armas de fogo ilegais, sendo uma arma calibre 12, uma .40 e uma 380. A promotora de justiça deu voz de prisão para o marido da secretária e acionou o delegado de polícia de Tailândia, o qual compareceu ao local e conduziu o flagrado para os procedimentos de praxe. Os alvos de Marabá foram as casas de duas mulheres ligadas ao prefeito de Tailândia.


Durante as buscas na casa do empresário Nenê da Danyslar, chamou a atenção dos investigadores a grande quantidade de documentos relativos à doação de lotes do município para o empresário. Tailândia é um dos maiores municípios do estado do Pará em extensão territorial e possui áreas bastante valorizadas. "É muito estranho que o município tenha doado tantos lotes a um dos maiores empresários de Tailândia, que possui relações muito próximas com o prefeito", disse uma fonte ao O Antagônico.


Onze equipes de investigadores atuaram na operação, cada uma chefiada por um promotor de justiça, com o apoio de policiais militares vinculados ao Gabinete Militar do Ministério Público do Estado. Além das armas de fogo e do dinheiro, houve apreensão de documentos referentes ao envolvimento das duas empresas alvo da investigação com processos licitatórios supostamente ilícitos realizados pela prefeitura de Tailândia, além de telefones celulares e HD’s, os quais seguiram para análise quanto ao conteúdo probante dos objetos da investigação.

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